Trump confirma que pediu ao chefe da FIFA a revisão do cartão vermelho de Balogun.

O presidente Donald Trump confirmou na segunda-feira que pediu ao chefe da FIFA, Gianni Infantino, que revisasse a decisão “horrível” de expulsar o atacante americano Folarin Balogun com um cartão vermelho, mas disse que não pediu que a decisão fosse anulada.

“Pedi uma revisão porque não achei que fosse falta”, disse Trump a repórteres na Casa Branca. “Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, não disse que vocês tinham que fazer isso.”

“Isso nem foi uma infração. Foram dois caras correndo a toda velocidade que acabaram batendo um no outro”, disse Trump.

O presidente republicano – que disse “Eu entendo muito bem de esportes” – reconheceu que inicialmente não sabia que o cartão vermelho significava que Balogun estava impedido de jogar a próxima partida, afirmando que a regra é “muito injusta”.

Trump criticou Raphael Claus, o árbitro brasileiro que tomou a decisão, descrevendo-o como “um pouco suspeito se você verificar seu passado”.

Balogun estava prestes a perder o confronto de segunda-feira contra a Bélgica, pelas oitavas de final, após receber um cartão vermelho direto depois da revisão de vídeo por pisar no tornozelo de um zagueiro bósnio em um jogo da fase de 32 avos de final, que os EUA venceram por 2 a 0.

Segundo as regras da FIFA, um cartão vermelho direto acarreta automaticamente uma suspensão de um jogo, que não pode ser contestada pela equipe do jogador.

‘FRAUDULENTO’ COMO UMA ELEIÇÃO

A mídia americana noticiou que o cartão vermelho deu início a vários dias de pressão por parte do governo Trump, com o objetivo de reverter a decisão.

O esforço envolveu autoridades como Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a FIFA, bem como o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também pediu publicamente a anulação do cartão vermelho.

 

Após o telefonema pessoal de Trump, a entidade máxima do futebol mundial anunciou no domingo que a suspensão seria agora suspensa por um ano, sendo que Balogun só a cumprirá se cometer outra falta semelhante nesse período.

“Teremos uma equipe completa, e a Bélgica também terá uma equipe completa, e sabe de uma coisa? Se eles nos vencerem, poderão se orgulhar muito”, disse o presidente dos EUA na segunda-feira.

“Por outro lado, se eles nos derrotarem… eu digo que foi fraudado, assim como a eleição de 2020 foi fraudada”, disse Trump, referindo-se à sua alegação falsa e repetida de que ele foi o verdadeiro vencedor da eleição vencida pelo democrata Joe Biden.

A decisão de permitir que Balogun jogasse foi duramente criticada por dirigentes do futebol belga, que divulgaram um comunicado dizendo estarem “estarrecidos” com uma medida que está em “contradição direta” com as próprias regras da FIFA.

O artilheiro Balogun tem sido fundamental para o progresso da seleção americana no torneio, com três gols, e sua ausência contra a Bélgica seria um grande golpe para a equipe no próximo jogo em Seattle.

A decisão de suspender a punição foi tomada pelo comitê disciplinar da FIFA.

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